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O assombroso ato de se conhecer: O nosso engatinhar

Da série psicanálise e & provocações (II)

Por Gilvaldo Quinzeiro ( Psicanalista)

1 – O problema do homem, não é quando este anda sobre “quatro patas”, jardim da sua infância, mas quando passa a fazer uso apenas de duas, que, estando em desequilíbrio e arrogância, esquecerá do seu passado, vindo, mais tarde, a vergonhosamente desconhecer a si mesmo e dos outros, quando, para se erguer, precisará se apoiar em três patas...

2 – O ato de conhecer a si mesmo é potencialmente assombroso! Por isso, as vezes é mais confortável servimos de cavalo aos nossos sintomas – pernas e caminhos do nosso lugar algum!

3 – Sigmund Freud viu muitos desses cavalos derrubarem gente grande!

4 – Ah! Este Freud! Como explicar a dor de não ser correspondido pelo próprio espelho?

5 - A velhice, esta incômoda visita, assombro de todos as faces, mas que nem todos, devido a pressa, e outros penduricalhos, terão o privilégio de confortavelmente recebê-la -, é o nosso reencontro com aquilo que é o nosso eterno engatinhar!


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